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CleBinho SpaceLiberdade é para quem tem expressão!!! 12/17/2006 O Inevitável me Persegue![...] - Isto só acontece comigo! - Foi tudo o que consegui dizer. Quem conseguiria prever todos os "micos" e situações inusitadas que surpreendem-nos no dia-a-dia? Se parar pra pensar com diligência, contaria, pelo menos, cem imprevistos! Bem sei, o mundo é redondo! Acontecimentos vêm e vão numa velocidade estelar que nem a Enterprise conseguiria alcançá-los. Conseguir tal feito, portanto, torna-se algo impossível. A lei do retorno, o inevitável, o destino, o espontâneo, o programado... Todas as teorias sobre os acontecimentos dos reles seres humanos por todo o mundo procuram definir nossas ordinárias, mas especiais histórias alcançando um consenso: “A vida é uma caixinha de surpresas!”. Numa destas situações inesperadas me vi refletindo sobre o que conseguiria evitar ou realizar. Onde estaria o controle do meu futuro mais breve? Sei lá, minha vida é como um caldo de cana: Na hora tudo acontece. O espremer da moenda, o escorrer do caldo e o resfriar do gelo. Bebo tudo num copo grande e quando percebo, já foi! Pra mim, o dia parecia comum naquele mês de agosto, conhecido popularmente como o mês do desgosto, sabe-se lá o porquê! A rotina à minha espera; os deveres me cobrando; a ânsia por qualquer acontecimento especial naquele dia meio que constrangida de ousar sonhar... Dia comum! Terminada a manhã de afazeres corriqueiros, tive que ir a Jaboatão do Guararapes, cidade da região metropolitana do Recife, recolher material de trabalho com um amigo pastor que me aguardava. Bem, para mim seria mais prático se o meio de transporte escolhido para tal fosse o metrô. Não vendo opção melhor, decidi seguir os planos e me dirigi à Estação Santa Luzia, que ficava a dez minutos de minha casa, em Recife. Tudo normal até então. Chegando à Estação, vi que o metrô acabara de chegar. Corri. Paguei e peguei o bilhete, passei-o na borboleta de passagem e... Foi quando percebi que o metrô estava partindo e suas portas já começavam a fechar. Dei um salto voador me aventurando a entrar por aquela fresta das portas automáticas que diminuía a cada milésimo de segundo. Ufa! Entrei, respirando aliviado. Dentro do vagão, tamanha foi a minha surpresa ao dar o segundo passo! Naquela época, costumava andar com uma bolsa da UTM que usava em linha transversal ao meu corpo. Era uma dessas bolsas parecidas com as de carteiro. Pois bem, bendita bolsa! Não consegui dar o segundo passo. Fiquei preso na porta. Eu, dentro do vagão, e minha bolsa do lado de fora me segurando pela correia do ombro direito ao lado esquerdo da cintura. Tentei repuxar e abrir a porta mas nada adiantava. O que me sobrava naquele momento constrangedor era a vergonha. Lembrei-me rapidamente: Porta de metrô não é igual à porta de elevador. Tive que esperar até a próxima estação, a Estação Werneck, ouvindo o burburinho dos passageiros que não falavam de outra coisa senão do rapaz preso na porta do metrô. - Isto só acontece comigo, pus a mão na cabeça buscando alguma forma de consolação. É fácil considerar impossível de se prever situações como estas que me sucedem com tanta freqüência. Sei que ainda há muita coisa por vir. O inevitável me persegue! Não há como fugir de situações espontâneas. Sejam elas boas ou ruins. Não posso fugir. Posso adotar medidas extremas e viver preocupado com um possível acidente, uma situação constrangedora, um risco de morte ou me aventurar e aproveitar o dia [Carpe Dien]. Se a vida é uma caixinha de surpresas, porque não esperá-las com a ansiedade de quem recebe um presente!? Pense positivo; viva a vida de forma leve e descontraída; aventure-se todos os dias; crie oportunidades; ria das situações constrangedoras que te sobrevier; faça planos pro futuro, mas não os siga como se fossem leis; deixe as coisas fluírem; retome os sonhos esquecidos e recrie outros novos. Enquanto houver vida, ainda haverá oportunidades! Acredite! Você poderá não prever o futuro mais breve ou ter o controle de tudo, mas saberá nutrir a esperança de que Deus ama você e é o maior interessado em te fazer feliz. Ele fará tudo por você!
11/17/2006 Meu Melhor Amigo: "Biscoito"!Quem consegue entender a complexidade das emoções humanas? Eis um dilema que filósofo algum conseguiria explicar. Como é possível estranharmos nossas próprias ações? Como conseguimos nos comportar de maneira tão inusitada? Podemos ser bastante coerentes e contraditórios. Somos estranhamente “normais”. Em seu livro, Nuca Desista dos Seus Sonhos, Augusto Cury detalha: “Somos tão criativos que, quando não temos problemas, nós os inventamos. Alguns são especialistas em sofrer por coisas que eles mesmos criaram. Outros têm motivos para serem alegres, mas mendigam o prazer. Possuem grandes depósitos nos bancos, mas estão endividados no âmago do seu ser. São ansiosos e estressados. [...] Adultos e crianças, psiquiatras e pacientes, intelectuais e alunos são complicados, têm momentos em que se irritam por pequenas coisas, sofrem desnecessariamente. Uns mais, outros menos”. Em suma: Todos somos complexos e complicados! (página 16) Isto não explica muito do que já fiz e senti, mas me faz pensar que sou estranhamente “normal”. Lembro que quando criança tinha um amigo chamado Biscoito – Aliás, pensando bem, nunca entendi porque se chamava “Biscoito”. Era o meu melhor amigo. Como qualquer criança, brincávamos muito. Das brincadeiras mais comuns até as mais estranhas e violentas. Quando não estávamos envolvidos com qualquer tipo de brincadeira, nossa maior distração era roubar frutas por toda a vizinhança do bairro. Jambo, carambola, manga, azeitonas pretas, tamarindo, caju, goiaba... Andávamos traquinando, pulando muros, correndo de cachorros, ouvindo os gritos das senhoras justamente indignadas e, no final da aventura, sobravam gargalhadas nas nossas bocas, além de todas as frutas que comíamos saciados. Bons tempos de criminalidade! [Hahaha...] Nesta mesma época, acabei me apaixonando por uma garota linda que viera do Rio de Janeiro havia pouco tempo, Biscoito da mesma forma, assim como todos os outros garotos da rua. Num dia em que tentara impressioná-la, já que sua atenção se tornara disputadíssima, este meu amigo, o “melhor amigo”, decidiu que seria muito engraçado se, com ímpeto e seguido de suas próprias gargalhadas, puxasse minha bermuda e me deixasse apenas de cueca na frente de todos. Todos os meus amigos estavam na rua. O que Biscoito não sabia é que, justamente neste dia eu estava sem cueca! Que constrangimento terrível! Fiquei possesso por uma raiva incontrolável, mas não consegui me vingar. Quanto mais tentava fazer-lhe o mesmo, mas as pessoas riam e meu constrangimento aumentava sem obter êxito em meu revide. Todos os bons momentos, as gargalhadas por motivos comuns, as aventuras e consideração que nutríamos um pelo outro, mesmo sem denunciarmos isto, se esvaíram em questão de segundos. Os dias que se seguiram foram de fortalecimento da raiva que fazia questão de guardar em largo espaço do meu coração. Nunca mais fomos os mesmos. Nossa amizade se perdeu em um daqueles anos. Nunca mais o vi. Seguimos nossos rumos rompendo o relacionamento que prometia durar até à velhice. Muitas outras vezes agi desta mesma forma. Quebrei relacionamentos, xinguei, briguei e transformei grandes amigos em piores inimigos. Por que somos tão estranhos? Por que costumamos grifar os desentendimentos com as pessoas que amamos? Num lampejo de raiva dizemos as piores coisas, revelamos nossas piores faces e buscamos todos os recursos cabíveis para desprezar e ver nosso momentâneo inimigo humilhado. Será que tudo isto vale à pena? Costumamos guiar o futuro de nossos relacionamentos baseados em cinco minutos de raiva, esquecendo os cinco longos anos de boa convivência e bons momentos que construíram nossa história de vida. Sempre destacamos as diferenças e menosprezamos as semelhanças. Quer saber? Não vale à pena perder amigos. Acalme-se; conte até dez; pense que este momento difícil passará; distribua abraços adoidado; envie torpedos; dê telefonemas; seja sincero; lembre de seu aniversário; corra debaixo da chuva; dêem boas gargalhadas; pulem juntos dentro da piscina; grite quando seu time fizer gol; ganhe dele no Play Station; perca também; compartilhe sua paixões; chore quando seu amigo chorar; vibre quando ele vibrar; seja um ombro amigo; um refúgio em dias maus; canal de Deus para o abençoar; aproveite a vida. Quando menos você perceber, terá construído uma bela história e feito, ao menos, duas pessoas felizes! Ele jamais esquecerá de você. Serás lembrado por seus netos! Na Bíblia há um versículo que sintetiza muito bem o que tentei te fazer entender: “Em todo tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão”. 10/17/2006 Eu e Minha Língua Elástica!É bem provável que você pense já ter visto esta cena em algum filme. Pois é, tem coisas que acontecem conosco que dariam, ou ate já deram bons filmes. Em minha vida, ou na sua, haverá sempre boas histórias pra contar... daquelas que se contássemos ninguém acreditaria. Imagine a cena: Há alguns anos tínhamos, eu e minha família, uma lanchonete à porta de nossa casa, no bairro da Estância, onde trabalhava meio período, geralmente pela manhã. Foi num dia comum, desses onde tudo é tão normal e vagaroso que chega a rolar aquelas ondas estranhas de tédio e pensamentos perdidos. Estava no balcão da frente olhando para a rua, quando “mainha” aproximou-se de mim para falar sei lá o que. Nosso quase não iniciado diálogo foi repentinamente interrompido por aquela estranhíssima visão: uma mulher gorda e mal vestida que passava pela rua naquele exato momento – Não, que tenha aversão às gordinhas, acho-as até mais simpáticas que as anoréxicas, mas a mulher era, sem sombra de dúvida, estranha! Prontamente, e sem exitar, desferi comentários depreciativos sobre aquela... quero dizer, meti o pau mesmo! “Mainha”, evangélica que só ela mesma, rapidamente me advertiu dizendo que isto não era de Deus, que não deveríamos falar mal das pessoas e coisa e tal. “Ah! É o mundo inteiro pra falar de mim e eu sozinho pra falar do mundo”, respondi respaldado. Ela lançou sobre mim um olhar de quem diz: “Estou te avisando, Deus vai te mostrar que estás errado!” Não liguei e, sozinho na lanchonete, voltei ao tédio e pensamentos perdidos. No instante seguinte ao ocorrido, meio que com o cérebro desligado, o olhar perdido e o corpo agindo como que por conta própria, abri a geladeira e o congelador, olhei para as vasilhas de gelo, que transbordavam por causa da dilatação térmica da água e, sem refletir, meti a língua no gelo extremamente frio do congelador. Quando conto isto às pessoas, sempre me perguntam: “Por que você fez isto?” Não sei! Nunca fiz isto na minha vida. Foi a primeira e última vez desde então. Já sei, você deve imaginar que minha língua colou no gelo do congelador, certo? O que faltou contar é que, quando fui de língua esticada em direção ao gelo e alcançando-o, minha língua escorregou e foi em direção às vasilhas que eram de alumínio. Quem conhece bem as propriedades de uma vasilha de alumínio no congelador sabe que qualquer coisa úmida que seja encostada ao alumínio tem sua umidade rapidamente congelada. Minha língua tinha umidade de sobra. Situação profundamente difícil! A minha língua colou na vasilha e fique sem saber o que fazer. Com a cabeça enfiada no congelador e a língua presa, pensei no meu irmão e tentei gritar: “Clhexxinho” (Clecinho), mas não fui ouvido. Quase entrando em desespero, não vi outra solução: puxei minha língua com força esticando-a e, conseqüentemente, provocando um corte na ponta da língua. Claro que sangue não faltou. Lembrei logo do que minha mãe havia falado e no meu coração Deus confirmava sua repreensão. A partir de então tenho tomado muito cuidado com o que falo e de quem falo. Sei que é o mundo todo pra falar de mim e eu para orar por eles! Na Bíblia não faltam textos que me lembrem o que aprendi neste dia:
“Guarda a tua língua do mal e os teus lábios, de falarem enganosamente”. (Sl 34.13) “A tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos”. (Sl 52.2) “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente”. (Pv 10.19) “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto”. (Pv 18.21) “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã”. (Tg 1.26) “A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno”. (Tg 3.6)
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